EGPA | Escritório Galego-Português Antigo

O EGPA é concebido como uma plataforma aberta e colaborativa que permite a consulta de diferentes corpora e repositórios textuais centrados na produção escrita ligada à Galiza e a Portugal nas suas fases históricas desde a Idade Média até ao século XIX. O EGPA é constituído por dois grandes conjuntos textuais: fontes documentais de arquivo (EGPAdoc) e textos literários (EGPAlit); tudo transcrito ex novo pela equipe de pesquisa e colaborador do projeto de acordo com o fluxo de trabalho e os princípios metodológicos da multiedição digital. Neste sentido, o acesso múltiplo aos textos integrados no EGPA pode ser feito de diferentes formas:

  • Através da transcrição paleográfica (ou semi-diplomática) do texto, que reflete o usus scribendi, ou seja, a variação (alo)gráfica e abreviada do copista ou escriba, o que possibilita realizar estudos scriptológicos, grafemáticos e linguísticos (fonético-fonológicos, morfossintáticos etc.).
  • Através da apresentação crítica (ou edição normalizada) do texto: nela opera o nivelamento e redistribuição de grafias irrelevantes do ponto de vista scriptolinguístico e a introdução de parâmetros de adequação suprassegmentais (segmentação gráfica, acentuação, pontuação, capitalização, etc.). Esta apresentação, mais legível, permite uma leitura abrangente do texto e é ideal para outros tipos de pesquisa (sócio)linguística (léxico-semânticas, pragmáticas), históricas, literárias etc.
  • Através da reprodução fac-símile do manuscrito, que permite conhecer a materialidade do texto, a verificação das leituras e a abordagem de estudos mais específicos de caráter pictográfico, diplomático, artístico etc.
  • Através do módulo de Pesquisa através de uma consulta simples, avançada ou com sintaxe CQL, que permite, entre outras coisas, aceder às concordâncias de texto.
  • Através do Navegador, onde se pode acessar os diferentes grupos textuais de acordo com diferentes parâmetros de classificação (cronológica, geográfica, tipológica etc.).

A plataforma EGPA é o resultado de um processo de investigação iniciado em 2007 no âmbito do Instituto da Língua Galega (Universidade de Santiago de Compostela) focado na transcrição paleográfica de textos medievais −documentais e literários− galegos. Em 2015, foi aberto um repositório digital de uso restrito −COTAGAL (Corpus de Textos Antigos da Galiza)− para albergar os textos transcritos e progressivamente editados e para preparar o etiquetado em XML-TEI. A partir de 2019, o projeto foi aberto à colaboração externa, começaram os trabalhos de conversão e migração na plataforma TEITOK e decidiu-se integrar a edição de textos de origem portuguesa; iniciativa da qual surgiu o EGPA, plataforma irmã e complementar do CGPA (Corpus Galego-Português Antigo). O EGPA está atualmente a ser desenvolvido como parte de dois projetos de investigação ligados às universidades de Alcalá e Santiago de Compostela:

  • HERES "HERES: patrimonio textual panibérico. Recuperación y memoria", Universidad de Alcalá (Comunidad de Madrid, Ref. CM/2018-T1/HUM-10230 e CM/2022-5A/HUM-24226), Período: 2019-2024, IP: Ricardo Pichel.
  • PTGM "Patrimonio textual na Galiza medieval: prosa documental e literaria”, Instituto da Lingua Galega, Universidade de Santiago de Compostela (Xunta de Galicia, Consellería de Cultura, Educación e Universidade, Ref. 2021-CP037), período: 2021-2024, coords.: Eduardo Moscoso Mato, Ramón Mariño Paz, Ricardo Pichel e Xavier Varela Barreiro.

O EGPA colabora com outras universidades, redes e centros de investigação, entre outros, a Universidade da Coruña (grupo ILLA), o Instituto de Estudos Galegos Padre Sarmiento (CSIC-Xunta de Galicia), o grupo GITHE (Universidade de Alcalá), a Universidade do Porto (grupo SMELPS, projeto MELE), a Rede Internacional CHARTA (coord. Universidade de Alcalá), PhiloBiblon (BITAGAP e BETA), a Universidade de Salamanca (IEMYRhd, projeto LEHIAL), a Universidade de Valladolid (projeto 7PartidasDigital) ou a Universidade de Lisboa (FLUL).